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Microsoft Hohm: monitoramento e sugestões para economizar energia

Posted on: junho 29, 2009

Microsoft anuncia Hohm, serviço que promete monitorar o consumo de energia elétrica dos aparelhos e equipamentos da sua casa, e com base nesses dados, sugerir mudanças visando a economia.

Parece que um dos novos filões da informática é economia de energia. Além de startups, gigantes como a Google (PowerMeter) e, agora, a Microsoft, começam a mostrar projetos nesse sentido. Dia desses a empresa apresentou o Microsoft Hohm, serviço que promete monitorar o consumo de energia e sugerir medidas para economizar. Ele ainda não está disponível publicamente; no momento, é possível deixar um e-mail na fila de espera, seguir o perfil do Twitter ou ser amigo do Hohm (?) no Facebook.

Microsoft Hohm: Uma maneira melhor de economizar energia e dinheiro.
Microsoft Hohm: Uma maneira melhor de economizar energia e dinheiro.

O nome, Hohm, é uma junção da palavra home (lar, casa, em inglês) com ohm, uma unidade de medida relacionada à resistência elétrica, que tem esse nome por conta de uma homenagem a Georg Simon Ohm, físico alemão que desenvolveu a primeira teoria matemática da condução eléctrica nos circuitos.

A base do Hohm utiliza um conceito novo, ainda em estágio de implantação, conhecido como smart grid. Especialista na área dizem que isso é o que mais está em voga no setor, e consiste numa série de medidas integradas entre vários sub-setores da energia elétrica, desde a companhia que a fornece até os fabricantes de eletrodomésticos. Em termos bem simples, é como se os equipamentos elétricos da casa ganhassem mini-computadores dentro de si, permitindo “conversar” com a instalação elétrica e computadores.

O pulo do gato do Hohm está no fato de que ele não dependerá exclusivamente do smart grid, que ainda está em fase de implantação e pode demorar a tornar-se popular ao consumidor final. Graças a uma tecnologia licenciada do DOE’s Lawrence Berkeley National Laboratory, os usuários poderão inserir manualmente informações sobre seus equipamentos. Essa massa de dados será analisada por esse sistema terceirizado, o que gerará um complemento à base de dados. Quanto mais gente usar, mais preciso e eficiente o Hohm será.

Além dessa fase de processamento, o Hohm conta com duas outras. A primeira, consequência óbvia da citada acima, é a leitura de consumo e sugestões de economia. Espera-se que, dali, saiam coisas mais óbvias do que “pare de demorar 20 minutos no banho”. A última fase, quase um front-end da aplicação, é o fato social, web 2.0, [insira aqui o termo da moda]. Os usuários do Hohm poderão comparar seus extratos com os de outras pessoas, pesquisas técnicas de economia diferentes e/ou mais eficientes que as suas, interagir com outras pessoas num ambiente online. Tudo isso coordenado pelo motor do Bing, claro.

O motivo para toda essa atenção com a economia de energia vai além da questão ambiental. Pesquisas indicam que os consumidores preocupam-se bastante com o consumo de seus equipamentos, e, o que é mais interessante, guiam-se por esse dado. Estar no topo dos equipamentos que menos consomem pode vir a ser a melhor propaganda que uma Brastemp da vida pode ter.

O cenário que está se formando é impressionante. A tal casa inteligente, há uns 50 anos prometida, parece finalmente estar saindo do papel, ganhando contornos definidos e, acima de tudo, funcionais e úteis. Não há previsão de quando o Microsoft Hohm estará disponível, mas espero que não demore muito.

Fontes: Ars Technica e Estadão.

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